Depressão em Adultos

O transtorno depressivo maior é uma doença psiquiátrica crônica, extremamente comum, caracterizada por uma alteração do humor do paciente, que o deixa triste além do normal, desanimado, sem energia, com baixa autoestima e com dificuldade de lidar com sua vida pessoal e profissional.

Mais do que apenas um ataque de tristeza, a depressão não é uma fraqueza ou falta de disciplina, nem é algo que o paciente possa simplesmente resolver apenas com a vontade própria. A depressão é uma doença crônica que geralmente requer tratamento a longo prazo. Assim como ninguém deixa de ser diabético apenas com a força de vontade e pensamento positivo, a depressão também precisa de ajuda médica para ser controlada.

Diferença entre Tristeza e Depressão

O termo deprimido é muitas vezes usado como sinônimo de triste. Tristeza e depressão são coisas diferentes. Na verdade, a tristeza costuma ser um dos sintomas da depressão, mas só ela não basta para o seu diagnóstico.

A tristeza é uma reação normal e esperada para muitas situações, como a morte de um ente querido, o fim de um relacionamento amoroso, perda do emprego, etc. É completamente normal o indivíduo passar alguns dias ou semanas tristes após situações de perda.

Para ser depressão o quadro de tristeza tem que ser prolongado e acima do normal, sendo suficiente para interferir nas atividades diárias da pessoa, reduzindo a capacidade de cuidar de si mesmo, atrapalhando relacionamentos, prejudicando suas atribuições profissionais, etc. Se você perde um parente e sente-se triste por semanas, isso é normal. Mas se esta tristeza for tão intensa que semanas após a perda você ainda não conseguiu retomar a sua vida em questões básicas, como trabalhar, manter higiene pessoal, cuidar da casa, isso pode ser depressão.

A depressão costuma também provocar um sentimento de culpa, mas sem motivo aparente. O deprimido sente uma pesada culpa, mas não sabe explicar bem o porquê.

É bom salientar que o paciente deprimido nem sempre apresenta para os amigos e família aquele clássico comportamento de tristeza excessiva. O transtorno depressivo pode ser mais sutil, manifestando-se como perda do interesse em atividades que antes eram prazerosas, ausência de planos para o futuro, alterações do padrão do sono, isolamento social ou baixa autoestima. Para estar deprimido não é preciso passar o dia inteiro na cama chorando.

Sintomas

O transtorno depressivo é uma doença que pode se manifestar de diversas maneiras. A forma mais comum é o chamado transtorno depressivo maior. Outra forma bastante comum é a depressão crônica, que recebe o nome de distimia. Outros tipos de depressão que podem ocorrer são o distúrbio bipolar, depressão sazonal, depressão reativa, depressão atípica, depressão pós-parto e depressão menor.

A depressão maior costuma apresentar pelo menos cinco dos nove sintomas listados abaixo, sendo um deles obrigatoriamente a tristeza ou a perda do interesse nas atividades diárias:

– Tristeza na maior parte do dia, particularmente na manhã.

– Perda do interesse pelas atividades do dia a dia.

– Alterações significativas do apetite ou do peso (pode ser aumento ou redução).

– Insônia ou sono excessivo.

– Agitação ou letargia.

– Fadiga ou falta de energia persistente.

– Sentimentos de inutilidade ou culpa.

– Incapacidade de concentração e indecisão.

– Pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio.

Para que sejam considerados um critério de transtorno depressivo maior, os sintomas listados acima devem ser diários e devem estar presentes por mais de 2 semanas consecutivas.

Tratamento

O tratamento inicial da depressão maior deve incluir medicamentos antidepressivos e psicoterapia, que deve ser feita com psiquiatra e psicólogo.

Os antidepressivos levam tempo – geralmente 2 a 4 semanas – para começar a ter efeito. Em geral sintomas como sono, apetite e problemas de concentração melhoram primeiro do que o humor deprimido. Por isso é importante dar uma chance e tempo para a medicação, antes de chegar a uma conclusão sobre a sua eficácia. Se você começar a tomar antidepressivos, não pare de tomá-los sem a ajuda de um médico. Às vezes, as pessoas que tomam antidepressivos se sentem melhor e, em seguida, param de tomar a medicação por conta própria. Nesse momento a depressão retorna. Quando você e seu médico decidirem que é hora de parar a medicação, geralmente após um período de 6 a 12 meses, o médico irá ajudá-lo lenta e seguramente a diminuir sua dose. Pará-los abruptamente pode causar sintomas de abstinência.

Estudos mostram que o tratamento combinado (medicamentos + psicoterapia) é mais efetivo que a tratamento isolado com apenas uma das duas opções. A psicoterapia e os medicamentos antidepressivos são igualmente eficazes, mas a psicoterapia tem um efeito mais relevante a longo prazo, pois ela ajuda o paciente a desenvolver novas formas enfrentamento dos sintomas, bem como uma maior capacidade de racionalizar e se adaptar aos problemas da vida.

Coisas que você pode fazer além do tratamento:

Aqui estão outras dicas que podem ajudar você ou um ente querido durante o tratamento para a depressão:

– Tente ser ativo e praticar exercício físico.

– Definir metas realistas para si mesmo.

– Tente passar tempo com outras pessoas e converse em um amigo ou parente de confiança.

– Tente não se isolar e deixe que os outros o ajudem.

– Espere o seu humor melhorar gradualmente, não imediatamente.

– Adiar decisões importantes, como se casar ou se divorciar, ou mudar de emprego até que você se sinta melhor.

– Discuta as decisões com outras pessoas que o conhecem bem e têm uma visão mais objetiva da sua situação.

– Continue a educar-se sobre a depressão.

Fontes:

https://www.mdsaude.com
https://www.vittude.com

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